Pterophyllum scalare ou popularmente conhecido no Brasil como Acará-Bandeira é um pequeno grupo de peixes de água doce, veja abaixo algumas características, preço e curiosidades desse peixe brasileiro…

Origem
Acará-Bandeira (Pterophyllum scalare)

O Acará-bandeira (Pterophyllum scalare) é um peixe de água doce, pertencente à família dos Cichlidae. É nativo da América do Sul, especialmente da bacia amazônica, onde vive em águas calmas e vegetação abundante. São facilmente encontrados nos pântanos e leitos dos rios da Amazônia, sendo muito apreciados no aquarismo ornamental.
Relatos indicam que os primeiros exemplares foram criados em cativeiro por volta da década de 1930. Inicialmente, milhares eram capturados na natureza e exportados para todo o mundo. Com o tempo, criadores em países como Japão, Estados Unidos, China e Alemanha passaram a reproduzi-los em escala comercial, reduzindo a captura dos exemplares selvagens.
Tipos de Acará-Bandeira
Após anos de reprodução em cativeiro, surgiram inúmeras variações do acará-bandeira, tanto na cor quanto no formato das nadadeiras. O tipo selvagem possui tom prateado com listras escuras verticais, mas a criação seletiva permitiu o surgimento de cores vibrantes e padrões variados.
Entre as variedades mais conhecidas estão o Ouro, com tom dourado e listras escuras; o Fumaça, quase negro; o Marmorato, com corpo escuro e manchas claras como mármore; o Palhaço, com fundo claro e manchas negras; o Negro, totalmente preto; o Zebra, cinza com listras adicionais; o Albino, claro com olhos vermelhos; e o Siamês, cinza sem listras, com nadadeiras escurecidas.
As nadadeiras podem apresentar variações de tamanho, sendo classificadas como normais, véu (alongadas) ou super véu (muito longas, podendo ter o dobro do tamanho do corpo do peixe).
Características e Reprodução
Criar o acará-bandeira não é difícil, mas requer cuidados, principalmente para formar casais. O ideal é começar com pelo menos seis peixes jovens, permitindo que escolham seus parceiros naturalmente, pois são monogâmicos e tendem a formar pares estáveis.
Na natureza, vivem em cardumes e devem ser mantidos em grupos de pelo menos cinco indivíduos no aquário. O dimorfismo sexual é muito difícil de ser identificado, sendo perceptível apenas durante a postura dos ovos, quando órgãos sexuais ficam visíveis. As fêmeas apresentam ovopositor largo virado para trás, enquanto os machos possuem espermoderme fino e virado para frente.
O acará-bandeira atinge maturidade sexual aos 12 meses de idade. A fêmea pode desovar de 100 a 600 ovos por vez, dependendo de seu tamanho e idade. A desova ocorre geralmente em superfícies lisas, como folhas largas, troncos ou até mesmo as paredes do aquário. A eclosão dos ovos acontece em aproximadamente 48 horas, com uma taxa de sucesso entre 70% e 80%.
Apesar de serem pais protetores, o estresse do acasalamento pode levar os acarás a comerem suas próprias larvas. Muitos aquaristas utilizam canos de PVC cortados para proteger os ovos, transferindo-os para outro aquário após a postura.
Tamanho e Aparência
O corpo do acará-bandeira é lateralmente achatado, com nadadeiras dorsal e anal grandes e alongadas. Eles podem chegar a até 15 cm de comprimento, sendo os machos geralmente maiores que as fêmeas. Aos 3 meses de vida, já alcançam cerca de 3 cm, tamanho suficiente para comercialização.
A cor original inclui tons acinzentados com quatro listras pretas verticais. Contudo, devido à seleção genética, existem hoje acarás-bandeira em diversas cores, como preto, amarelo, cinza e branco, tornando essa espécie uma das mais queridas do aquarismo ornamental.
| Peso: | Aproximadamente Macho e Fêmea de 1 kg a 1,5 kg |
| Altura | Aproximadamente Macho e Fêmea de 6 cm a 15 cm |
| Grupo: | Família Cichlidaes |
| Cor: | Varia entre preto, amarelo, cinza, e branco |
| Nome de Origem: | Pterophyllum scalare |
| Pais de Origem: | Brasil. |
Temperamento
O Acará-bandeira é considerado um peixe relativamente pacífico, mas pode tornar-se agressivo com outros peixes para defender seu território, inclusive com os da própria espécie.
Curiosidades
São peixes monogâmicos, ou seja, formam casais fixos e fiéis, permanecendo juntos após a escolha do parceiro.
Dicas
O Acará-bandeira é uma espécie onívora e pode comer de tudo. É importante oferecer alimentos vivos, especialmente para estimular a reprodução. Para os adultos, são indicadas larvas de insetos, camarão fresco moído e pequenos crustáceos de água doce. Já para os alevinos recém-nascidos, assim que começam a se mover, podem ser oferecidos infusórios e náuplios de artêmia, duas vezes ao dia, até a segunda semana após a eclosão. Em seguida, recomenda-se incluir gradativamente ração em pó específica para alevinos, diminuindo proporcionalmente a oferta de alimentos vivos. A quantidade de ração deve acompanhar o crescimento dos peixes.
O Acará-bandeira é bastante resistente à qualidade da água e não é muito exigente quanto à dureza, mas, por ser originário de rios de água mole, recomenda-se realizar trocas parciais frequentes para manter a dureza baixa. O aquário ideal deve ter entre 80 cm e 100 cm de comprimento, pois a espécie atinge tamanho considerável e apresenta comportamento territorialista. Preferem águas levemente ácidas, com pH entre 6,8 e 7,0, e aquários bem plantados. Devem ser mantidos em cardumes com pelo menos cinco indivíduos, pois quando mantidos sozinhos podem se tornar agressivos com outros peixes. Sendo peixes tropicais, a temperatura do aquário deve ser mantida entre 22 °C e 30 °C.
Saúde
A expectativa de vida do Acará-bandeira varia conforme as condições de criação, como qualidade da água, alimentação e ambiente. Com os cuidados adequados, podem viver entre 10 e 15 anos.
Preço
O preço médio do Acará-bandeira pode variar de R$ 25,00 a R$ 100,00, dependendo da variedade, do tamanho e da raridade das cores e padrões.
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